Peplum, calças balonê, saias amplas e mangas marcantes colocam as proporções no centro da moda — sem exigir que a mulher diminua o próprio corpo.
A moda costuma ensinar mulheres a reduzir: parecer mais baixa, mais alta, mais fina, menos curvilínea, menos visível. A tendência de volumes que atravessa 2026 aponta para outra direção. Quadris marcados, mangas amplas, barras infladas, calças balonê e pepluns assumem que o corpo não precisa desaparecer para ser elegante.
No SPFW, diferentes criadores trabalharam volumes nos quadris de maneira escultural. No Rio Fashion Week, formas arredondadas e proporções maxi voltaram a aparecer. O mesmo movimento está presente nas passarelas internacionais, onde peças volumosas convivem com cortes minimalistas e detalhes precisos.
Não se trata de reproduzir literalmente a teatralidade de um desfile. A tendência pode chegar ao cotidiano em graus: uma manga com presença, uma saia de caimento amplo, uma blusa com leve peplum ou uma calça que se afasta do corpo.
Equilíbrio não significa esconder
A recomendação mais útil é escolher onde o volume estará. Uma calça balonê pode ser combinada com uma blusa de linhas limpas; uma manga ampla encontra equilíbrio em uma parte de baixo mais simples; uma saia volumosa funciona com camisa ou regata ajustada apenas o suficiente para manter conforto.
Mas isso não é uma regra para disfarçar o corpo. É apenas uma ferramenta de composição. Se você se sente bem misturando dois volumes, a coerência pode vir da cor, do tecido ou da repetição de formas. Estilo pessoal também nasce quando uma regra deixa de ser necessária.

Antes do espelho, o teste do movimento
Peças volumosas precisam funcionar no mundo real. Sente-se para conferir se o peplum não dobra de forma incômoda. Caminhe para entender o balanço da saia. Observe se a manga passa pela alça da bolsa e se a calça mantém uma distância segura do chão. Bolsos, peso do tecido e facilidade de cuidado também importam.
Para quem passa muitas horas fora de casa, leveza e memória do tecido podem ser mais relevantes do que impacto visual. A peça certa não é a mais fotogênica no cabide; é a que continua bonita depois de acompanhar um dia inteiro.
Corpos reais não são um detalhe da tendência
A estreia brasileira de Karoline Vitto no Rio Fashion Week reforçou uma conversa essencial ao apresentar uma coleção concebida para corpos diversos, com grade do 34 ao 52 e curvas tratadas como parte do desenho, não como algo a esconder. Essa perspectiva ajuda a retirar o volume do campo da proibição.
Mulheres de quadril largo podem usar volume no quadril. Mulheres com braços fortes podem escolher mangas amplas. Mulheres baixas não precisam renunciar a saias longas. Proporção pode orientar escolhas, mas não deve funcionar como sentença. A pergunta mais importante é: esta roupa me permite existir com conforto e confiança?
O espaço que a elegância ocupa
A tendência de 2026 tem um valor simbólico bonito: ela devolve presença ao corpo. Na Aura Elegance, acreditamos que vestir-se bem não é aprender a diminuir a si mesma. É escolher formas, cores e movimentos que expressem quem você é. Às vezes, a elegância que reflete sua essência também é a elegância que decide ocupar espaço.
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Base editorial: VEJA — Tendências do SPFW para o verão 2026 • Steal the Look — Tendências e destaques do Rio Fashion Week 2026 • ELLE Brasil — RioFW 2026: Karoline Vitto • Vogue — Principais tendências do verão 2026 • Vogue — Principais tendências do inverno 2026



